sábado, 26 de outubro de 2024

O Mistério da Estrada de Sintra – Eça de Queirós e Ramalho Ortigão.

 


Uma estrada na serra, um rapto e um morto sentado na poltrona. É assim que começa este clássico. A narrativa desenrola-se através de cartas escritas anonimamente pelos envolvidos para uma publicação periódica e assim se vai desvendando o mistério.

Tendo em mente que se trata de um livro escrito em 1870, pereve-se que a linguagem é muito específica da burguesia da época retratando as dinâmicas sociais desse período. Foi o primeiro romance policial publicado em Portugal, a razão que me fez pegar neste livro.

Custou-me a ler especialmente pelas descrições exaustivas tão características do autor e de uma certa obsessão com as características físicas e emocionais das damas envolvidas no enredo. É irritante como a mulher da época era vista pelo sexo oposto como algo puramente decorativo, queriam-se burras, pálidas como pétalas de rosa branca ao orvalho, desocupadas e com tempo livre para se encantarem, terem chiliques e morrerem de amores pelo primeiro cavalheiro que lhes prestava atenção. Um retrato de época que não me encanta.

Senti-me a moer uma bola de bacalhau seco aninhado na bochecha, cheguei ao fim, por casmurrice, mas consegui. É difícil para mim ler um livro em que não me identifico com nada do que por lá se passa, com uma escrita excessivamente descritiva e romantizada, cheia de dogmas e preconceitos.

Acredito que na época poderia preencher as medidas dos leitores, haveria sintonia com o cenário social descrito, os sentimentos, os protocolos, os interesses, sentiriam uma verossimilhança com as suas próprias vidas. Para mim, nos dias de hoje a léguas de distância dessa realidade percebo que não é a minha praia.

domingo, 20 de outubro de 2024

Os mistérios de Lourenço Seruya

 


Para quem gosta de mistérios e detectives, de passar páginas a tentar adivinhar quem é o culpado quando todos são suspeitos e com vários cenários por Portugal fora, apresento o autor Lourenço Seruya. Já vai no 4º livro cuja leitura terminei há pouco “Crime na Aldeia”.

Somos apresentados ao inspetor Bruno Saraiva, no primeiro livro “A mão que mata” cuja ação se passa num palacete em Sintra. E é com este livro que nasce a possibilidade de acompanhar as suas aventuras e desventuras, profissionais e também pessoais, ao longo do tempo. Com um tempero a Agatha Christie, com uma escrita descomplicada e fluida surge a dificuldade de largar o livro até chegar ao fim, sempre surpreendente.

No segundo livro vamos ao teatro, em Lisboa com “A Maldição”. Será que uma peça de teatro pode estar amaldiçoada? Leiam e descubram! Com o terceiro, seguimos até Coimbra, mais propriamente à Quinta das lágrimas onde um elegante casamento se transforma num crime perfeito para o inspetor Bruno desvendar. E por fim na Aldeia de Piodão (“Crime na aldeia”), percebemos como numa pacata aldeia da serra do Açor, tantos segredos se escondem por trás de paredes de pedra e portas azuis. Fica a questão: Onde vamos a seguir?

É clara a evolução da escrita ao longo dos quatro livros. O Lourenço promete, aguardo o próximo livro com expectativa.

sábado, 12 de outubro de 2024

“O Nome do Vento” Patrick Rothfuss

 


Para quem procura uma viagem fantástica por mundos e povos imaginários convido a entrar na estalagem “Pedra do Caminho”, a passar algum tempo com Kvothe, o estalajadeiro, para conhecer sua peculiar história de vida. Desde a sua infância, na trupe da família, notava-se nele uma ansia por conhecimento e uma capacidade de aprendizagem prodigiosa que no futuro o conduzirá por caminhos mágicos, atos heroicos, outros nem tanto, cruzando-se com criaturas fantásticas e humanos no seu melhor e no pior. A magia é descrita com rigor e lógica, quase que nos leva a ir ali ao armário e tentar fazer igual.

É o primeiro livro da série “Crónicas do Regicida”. Não conhecia o autor e fiquei surpreendida com a sua escrita maravilhosa, melodiosa, quase poética e mantendo uma narrativa cativante que nos embala num limbo entre contos de fadas, Harry Potter e Guerra dos Tronos, elevados vários níveis acima em maturidade e qualidade literária.

Uma agradável surpresa num momento em que já tinha saudades de um bom livro de Fantasia. Vou continuar nesta vibração seguindo para o próximo livro da série “O Temor do Sábio”.

sexta-feira, 4 de outubro de 2024

“A Princesa e a Prostituta” de Sofia Anjos Morgado.

 Terminado “A Princesa e a Prostituta” de Sofia Anjos Morgado.

Inicialmente este livro chamou-me a atenção por ser vizinha da princesa, achei graça por conhecer os lugares. Li com facilidade, o enredo está bem pensado e leva a querer saber mais.
Não desgostei da escrita embora, na minha opinião, os personagens poderiam ser mais explorados, senti que ficaram na superfície com pouco aprofundamento emocional. Quanto à irmã gémea da princesa poderia ter um desempenho de maior relevo, nunca fiquei a perceber o que ela sentia em relação ao que se passava a seu redor, pareceu-me assim uma espécie de fantasma que circulava por ali. Também notei diversas cenas repetitivas, descritas de forma muito semelhantes e sem contributo para o desenvolvimento da história.
É verdade que o livro tem inúmeras incongruências que espero tenham sido propositadas de forma a criar uma certa distopia, claramente não deve ser considerado um romance histórico com os Reis de Portugal a viver num palácio no Rego da Murta. Na época não se aumentava o som da música, não existiam alfaiatas com “pronto-a-vestir” e muito menos com lingerie sexy, nem se dançava no varão, máquinas fotográficas com flash, canalizações com torneiras e sanitas, mesas com tampo de vidro nem princesas, dama e aias a beber vinho e fumar ganzas com os guardas e muito mais. Não foi algo que me aborrecesse pois não esperava um romance histórico mas sim uma fantasia, algumas até me fizeram rir. As próprias reações da princesa a situações parecem delirantes, uma síndrome de múltiplas personalidade ou apenas um reflexo da falta de aprofundamento da personagem, umas vezes é sim, outras é sopa, perante situações idênticas.
Lê-se bem, creio que ainda há um caminho para a autora aprimorar e evoluir, mas como primeiro livro (será o primeiro?) é uma leitura agradável.



"A Criada" Freida McFadden

 Terminado: "A Criada" Freida McFadden

Depois de tantos comentários contraditórios sobre esta autora, finalmente resolvi ler "A Criada". Confesso que o fiz com algum receio que fosse uma escrita demasiado simplória e um enredo sem interesse. Mas não, deparei-me com uma leitura agradável e fluida e uma história que desperta a curiosidade.
Não é uma obra literária de grande profundidade intelectual ou com uma escrita notável, no entanto lê-se muito bem se procurarmos apenas uma história para descontrair, sem entrelinhas ou reflexões filosóficas.



"Quando Lisboa Tremeu" de Domingos Amaral.

 Terminado: "Quando Lisboa Tremeu" de Domingos Amaral.

Relato dos acontecimentos do terramoto de 1755 em Lisboa acompanhando 5 personagens fictícias ao longo do evento.
Peguei neste livro pouco depois do tremor de terra recentemente sentido em diversas zonas do país e também porque a minha primeira noitada, com apenas 4 meses, aconteceu em fevereiro de 69 quando, mais uma vez, Lisboa tremeu e dormi num jardim de Lisboa. Ao longo da leitura percebi como os anteriores foram pequeninos e como estamos mal preparados para os enfrentar, mesmo sabendo que vivemos numa zona sísmica onde a questão não é "se vai acontecer" mas "quando volta a acontecer".
Gosto muito da escrita do autor, fluida e sem muitos floreados transporta-nos para aquela sequência de eventos que derrubaram Lisboa em 1755. O enquadramento histórico é perfeito e transmitido pelas experiências vividas por cinco personagens fictícios.
Fica a recomendação.



Terra Americana - Jeanine Cimmins

 Terminado: "Terra Americana" Jeanine Cummins.

Um livro que reflete a realidade dolorosa dos migrantes que largam as suas vidas no México em busca de segurança e novas oportunidades nos EU. Acompanhamos a viagem de uma mãe seu filho de 8 anos que saem de Acapulco numa fuga alucinante aos carteis de narcotráfico que assassinaram toda a sua família e têm mais poder do que as instituições governamentais.
É um livro desassossegado, em que as cenas tensas se colam umas às outras sem interrupção, não dá descanso. Faz ter consciência destas pessoas como seres individuais, com histórias sofridas, assustados que vão ao limite das suas capacidades em busca de esperança e sem a alternativa de ficar.
A escrita é despretensiosa e fluida o que facilita o foco no tema.
Quando leio "temas quentes" gosto de ver as críticas e foi quase inacreditável o que li, "quase" porque talvez ainda nutra alguma esperança na humanidade:
  • A autora, sendo uma mulher branca a viver nos estados unidos, não tem legitimidade para escrever sobre o que se passa no México, nem caracterizar os povos latinos. Ou seja, cada um só pode escrever sobre o seu quintal.
  • Um livro racista. "Racista"???? Pergunto. Poucos são os que se conseguem colocar na pele do outro e a autora fê-lo na perfeição, com empatia, solenemente.
  • "Isto não é assim, o México é um bom país, por isso é que temos tantos turistas." Sim, o clima é bom, mas somos aconselhados a não sair dos resorts sem ser em excursões organizadas. E os residentes arriscam a vida para sair de lá porque são alegres e felizes a viver sob domínio de narcotraficantes, além de que possui a maior taxa de homicídios.
Estes seleçionados entre muitos outros critiqueiros que fizeram deste livro uma polémica.



"Além das Palavras - Pen Pal"de J.T.Geissinger

 Aviso: Uma crítica mordaz desaconselhada aos mais sensíveis.

Há muito tempo que não pegava num livro tão miserável, com ele desperdicei umas duas horas da minha vida.
Com a minha assinatura Kobo tenho acesso a alguns livros gratuitamente e durante uma pesquisa dedicada ao tema "O que vou ler a seguir", encontrei o tal. Já tinha lido algumas opiniões favoráveis e tinha retido uma chamada de atenção para não ligar à capa. Curiosa, lá vou eu toda satisfeita iniciar a leitura.
No início, a coisa ainda andava, a protagonista a enterrar o marido toda chorosa e desconcertada. A escrita pobrezinha nota-se de imediato, mas pronto, vamos lá ver onde isto vai parar.
A casa da moça necessita de arranjos e chama um primeiro empreiteiro. O moço é jeitoso e a viúva fica logo empolgada com a sua presença. Ele não tem qualificações para fazer o trabalho vai-se e vem outro. O que a descrição me transmitiu é que parece um troll com maus modos, falta de educação e arrogante, mas a moça viúva entre chiliques e dores de cabeça, fica de novo toda encantada: ui que músculos, ai uma tatuagem de caveira no pescoço que lindeza ele parece o fundador de um clube de combate que encanto. Depois, com medo dos fantasmas, vai a correr para casa do troll e seguem-se 25 páginas de lições de anatomia: dedos, braços pernas e outros que se cruzam e passam daqui para ali, para cima e para baixo. Eu neste momento já estava tão baralhada que a imagem que tinha em mente era um tacho de esparguete todo torcido e peganhento. Passei estas páginas a correr para ver o que acontecia de seguida. Entretanto, no meio disto tudo apareciam na cozinha umas cartas misteriosas de um outro macho que também lhe desejava a pele. Segundo ela seria um prisioneiro, embora eu nunca tenha percebido como a viúva chegou a essa conclusão. Foi então que percebi que possivelmente ainda teria mais 25 páginas de anatomia e fisiologia com o primeiro funcionário e possivelmente mais 50 com o outro das cartas mistério, carreguei no botão e o livro apagou-se.
Resumo, uma mulher parvinha ninfomaníaca cuja prioridade é embrulhar-se com um macho, de preferência com maus modos e abusador, que gostava tanto do falecido como eu gostei do livro.
Fiquei a pensar que os livros das sombras do Grey (que odiei) eram obras de arte ao pé disto e a questionar-me como algo tão miserável passa na porta de uma editora.
Ah quase me esquecia o livro é...."Além das Palavras - Pen Pal"de J.T.Geissinger



Torto Arado - Itamar Vieira Junior

 Terminado: "Torto Arado" de Itamar Vieira Junior.

Brasil pós-escravatura em que os escravos livres continuavam a ter de fazer trabalho escravo nas roças dos senhores apenas para conseguirem um teto sobre a cabeça. Neste livro acompanhamos a história de duas irmãs nestas condições e com elas conhecemos os desafios de gerações passadas e esperanças no futuro. Aborda temas como racismo, exploração humana, adaptação às dificuldades, religião, resiliência e tudo isso numa escrita maravilhosa que chega a ter algo de poetico.
Foi o vencedor do prémio Leya 2018, a meu ver com todo o mérito.



Não há pássaros aqui - Victor Vidal

 Terminado "Não há pássaros aqui" de Victor Vidal. Vencedor do prémio Leya 2023.

Dolorosamente real e actual. Partindo de uma relação tóxica entre mãe e filha são abordados temas como a saúde mental, negligência, violência doméstica suas causas e consequências. Um livro duro e muito bem escrito que nos mantém presos desde o principio. O título faz todo o sentido depois de ler o livro. Um prémio merecido. Recomendo.



A anomalia - Hervé le Tellier

 Terminado "A anomalia" Hervé le Tellier.

Livro muito bem escrito, adorei o desenvolvimento dos personagens e a forma como o autor parece mudar de linguagem quando se refere a cada um deles. No entanto o enredo não me cativou, achei maçador. Depois da primeira parte onde foram apresentados os 11 protagonistas, deu a sensação de estar a despachar a história, tive de voltar atrás várias vezes para ver quem era quem. Depois de início tão rico, esperava mais, muito mais.



Conduz o teu arado sobre os ossos dos mortos - Olga Tokarczuk.

 Este livro é o que eu chamo uma escrita de charme. É ambíguo parece simples no entanto tão complexo. Uma visão do universo alienada do comum dos mortais, no entanto incomodamente real. Parece louca, mas é visionária e oferece-nos um final imprevísivel. Uma brutal reflexão sobre a inversão de valores sociais.

Adorei, mas deixo o aviso que não é uma leitura comercial.



Escrever - Stephen King

 Tiro o chapéu à minha leitura do momento "Escrever" de Stephen King.

Baseado na sua experiência como escritor conduz-nos com mestria pelos bastidores deste ofício. Mostra o que se faz errado e como fazer certo, as inseguranças do escritor novato, o treino necessário para lidar com a rejeição muitas vezes cruel (aquele "não presta" de que se falou noutra publicação), a mala de ferramentas do escritor e por ai fora.
Não é manso nem dá palmadinhas nas costas, Stephen King nunca o é, nu e cru mas com sensatez e empatia. Curiosamente ainda a semana passada escrevi um texto sobre a sabotagem social, por vezes até familiar a quem se dedica à escrita, passam-nos um atestado de estupidez à nascença com frases como "Vai, mas é trabalhar" ou "Isso não presta para nada". Quando escrevi o texto foi a título de desabafo, mas ao ler este livro percebi que é um mal bastante comum, Stephen King também chegou a ter vergonha de escrever. Foi preciso ganhar a maturidade suficiente para se alienar dos "achismos" dos outros e depois lançar a sua obra ao mundo.
Sinceramente recomendo esta leitura a todos os escritores, candidatos a escritor e também aos leitores para que percebam um pouco mais sobre o que se passa por trás da cortina.



A Mão que Mata - Lourenço Seruya

 Confesso que policiais não são o meu género favorito de leitura. No entanto, e depois de ver no grupo tão boas criticas, aventurei-me com o autor Lourenço Seruya. Fiquei muito surpreendida pela positiva, de ressalvar que antes do Lourenço, neste género só lia Agatha Cristie, tudo o resto me parecia mais do mesmo.

Os personagens bem construídos, sem serem exaustivamente descritos. Levando-nos a descobri-los em paralelo com a narrativa. Um enredo bem conseguido e um final surpreendente. Todos os ingredientes para uma boa história.
"A mão que mata" foi a estreia com este autor e garantidamente vou continuar.



A Coisa . Stephen King

 Acabei de ler "A Coisa" de Stephen King. Como já espero deste autor, mais um livro fantástico.

Sete amigos pré-adolescentes que passados 27 anos são chamados para cumprir a promessa de derrubar "A coisa" macabra que assombra a sua cidade natal desde tempos imemoriais. É acima de tudo uma história de amizade incondicional.
No entanto achei que ali por inicio do segundo volume a história estava um bocado enrolada e repetitiva, acabando por ser algo cansativo, mas depois passou. Adoro a habilidade como o autor liga o passado com o presente, por vezes no meio da mesma frase, outras pegando apenas numa palavra e saltando para outra época, é genial. Recomendo a quem gosta do género.



A vida mentirosa dos adultos - Elena Ferrante

 

Tive dificuldade para terminar este livro, até meio foi a ferros depois aligeirou um bocadinho. Reconheço a qualidade da escrita no entanto o tema e enredo achei muito fraquinho e pouco interessante. Nápoles, uma adolescente parva, com pais palermas, uma tia mal parida e duas amigas tótós. No geral diria que é um livro bem escrito mas banal, não fiquei com vontade de investir mais nesta autora.



A Deusa do Barbário - António Parada

 Que livro fantástico! Uma ficção histórica muito bem conseguida cujo enredo se desenrola na primeira metade do séc. XVI entre Lisboa e a região de Sesimbra. Num Portugal a recuperar da peste negra e em plena azafama de expansão marítima, assistimos ao confronto entre o paganismo, os judeus obrigados a simular uma conversão ao cristinismo para sua relativa segurança, e o crescente fanatismo religioso que antevê a chegada da Inquisição às nossas terras. Um magnífico retrato de época com uma escrita cativante e fluida que nos prende, página a página.

Tocou-me especialmente por conhecer muito bem toda a zona e conseguir visualizar na perfeição todos os cenários. Uma curiosidade neste livro é que as personagens não têm nome próprio, ou então são referidas pelas suas características ou posição social. No início, pensei que me iria fazer alguma confusão, mas não, a narrativa está tão bem construída que os nomes não fazem falta.
Fica a recomendação!
Nota ao autor: Quero mais!



Trilogia "Bardos Guerreiros" de Juliet Marillier

  Trilogia "Bardos Guerreiros" de Juliet Marillier.

Para quem gosta de sagas e de fantasia fica a recomendação.
Uma escrita que nos prende da primeira à última página que nos liga aos personagens fazendo-nos sofrer e rejubilar em cada momento das suas aventuras e desventuras. Viajamos entre mundos imaginários associados à mitologia celta, conhecendo reis, fadas, guerreiros e druidas, humanos, meio-humanos e nada humanos.
Tudo isto com uma escrita clara, fluida e descomplicada, perfeita para despertar a imaginação e nos levar como num sonho.



O Herdeiro de Monsaraz - Diana Vieira

"O Herdeiro de Monsaraz" estreia da autora Diana Vieira. O primeiro da trilogia.

Aplaudo de pé! Bravo!
Um Romance histórico bem fundamentado na realidade portuguesa do séc. XIV. Prende da primeira à última página com personagens riquissimos, uns amamos outros odiamos; um enredo inteligente e extremamente bem conseguido passado entre o Alentejo e Lisboa com uns saltitos a Espanha. Temos amores e desamores, suspense, segredos, o surpreendente e inesperado. Um retrato da sociedade da época com as suas regras tirânicas, a ganância e poder dos senhores da terra, a segregação religiosa, o estatuto inferior da mulher e muito, muito mais. Isto tudo numa escrita fluida, despretenciosa e cativante.
Para quem gosta do género, está no meu Top. Aguardo ansiosamente o segundo volume.



A Última Carta – Carlos Miguel Ferreira

  Agora sim, estamos lá! Este livro foi para mim “O salto do gato” do Carlos como autor. Já tinha notado alguma evolução ao longo do livro a...