Mais um livro a somar aos thrillers portugueses e uma
estreia com este autor.
Não vos sei explicar a razão, mas qualquer livro que se
passe numa ilha chama por mim e nem sou fã de ilhas. Saber que estou rodeada de
água causa-me uma sensação de estar com os movimentos limitados, de não poder
sair a qualquer momento e isso aflige-me. Pancadas!
Uma boa surpresa, a premissa é sedutora e aguça a
curiosidade. A escrita é de excelente qualidade muito bem estruturada, não
deixa dúvidas nem pontas soltas. Os personagens são bem fundamentados. Mas
faltou alguma coisa, talvez o ponto alto do enredo não fosse assim tão alto
como expectava, foi morno quando esperava que fervesse. O culpado tornou-se previsível
demasiado cedo, talvez por isso aquele “plot twist” não teve o impacto que esperava.
No entanto não é por isso que deixa de ser um bom livro.
Também foi mais um livro daqueles que coloca jornalistas e escritores
naquele trágico lugar emocional repleto de frustrações, depressões e vícios. É
o terceiro ou quarto livro em que me deparo com este registo. Mas porquê?
Parece que é sina, fado ou maldição de todos os escritores. Notei aqui alguma
semelhança com João Tordo, o rei do drama.
De um modo geral achei um bom livro, mas com potencial para
ser melhor.

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