Mais uma estreia nacional, desta vez uma ficção histórica. Mais
uma promessa para a literatura portuguesa que na minha opinião ainda tem espaço
para se desenvolver.
Logo me interessei por este livro por várias razões: Tomar
aqui a minha cidade vizinha que conheço tão bem e frequento regularmente;
Templários, um tema que me desperta curiosidade; ficção histórica, um dos meus
géneros favoritos; Um novo autor, pois sou muito curiosa sobre as novidades
literárias made in Portugal.
Um livro bem escrito, sem grandes floreados literários mas
sem ser simplista que facilita a fluidez na leitura. Um excelente enquadramento
histórico onde se nota uma enorme pesquisa e conhecimento do local. Todos os
ingredientes reunidos para dar certo.
Porém, fui beliscada por alguns detalhes do próprio enredo.
Não sei muito bem como explicar isto sem deixar spoilers. Encontrei alguns pontos que me provocaram um Ohhh:
- A referida ordem cuja missão seria guardar o segredo são
apresentados como um gang de criminosos e malfeitores sem qualquer tipo de
decência moral que tal como a sua missão, seria parte fundamental da sua
própria existência e a meu ver foi algo mais chocante do que o próprio segredo.
Mas rezam e fazem sinais da cruz e tal, não me fez muito sentido. Era uma fé
morta? Só para Inglês ver?
- Segundo o livro, o legado de guardar o segredo era deixado
sempre de pais para filhos. Como? Se a ordem era celibatária? Naturalmente
poderiam saltar a cerca, mas não aperfilhar o resultado do pecado. Eu sei…é
ficção. Mas para mim tem de haver congruência com os factos históricos.
- Finalmente, o segredo revelado pareceu-me pouco para tanto
alvoroço, nada que alterasse o curso da humanidade. E afinal até haviam outros caminhos,
debaixo do nariz, para lá chegar. Pelos visto nada daquilo seria necessário.
Bem isto foi o melhor que consegui sem entrar em grandes
detalhes e revelar a história. Note-se que é apenas a minha opinião pessoal e
expectativas quando leio ficção histórica.
Não é por isso que o livro se torna desinteressante.
Recomendo, vale a pena a leitura e seria interessante conhecer outros pontos de
vista.
Termino com outra recomendação: O livro refere um
restaurante tomarense “Taverna Antiqua” se forem lá, provem a sopa de castanhas
com cogumelos. Uma delícia!
Temos autor, aguardo pelo próximo.
.webp)
Sem comentários:
Enviar um comentário