Um dos livros que me marcou na adolescência foi “Os filhos da droga” de Christiane F, se por um lado me fez experimentar fumar haxixe para tentar perceber o fascínio, também me fez nunca mais tocar em drogas. Primeiro porque a primeira vez correu muito mal, fiquei tão enjoada que jurei para nunca mais, depois porque a vida de Christiane foi um bom exemplo daquilo que não desejava para mim. Por um lado queria compreende-la, por outro rejeitava o seu percurso de vida. Creio que esta dualidade esteve presente em muitos adolescentes que na época a leram, e foram muitos e na altura. Com idades próximas da Christiane era muito, muito fácil ter acesso a drogas, a curiosidade matou o gato, muitos da minha geração tiveram mortes precoces por esta razão.

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