quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

O Segredo da Criada

 


Autora: Freida McFadden

Foi o segundo livro que li da autora, seguiu-se à “Criada” que já tinha lido há uns bons meses.

Pela primeira vez na minha vida literária, depois de começar a ler, tive de voltar a reler o título da capa para me assegurar que não tinha, por engano, pegado no livro anterior. A história é basicamente o mesmo com alguns detalhes e nomes de personagens diferente do livro anterior. Que bela receita para ganhar dinheiro, em que escrever um livro é copiar o enredo do anterior e alterar alguns detalhes, tal como as capas em que só muda a cor de fundo. Que perda de tempo.

Sendo assim a minha opinião é igual à do anterior que passo a citar: Não é uma obra literária de grande profundidade intelectual ou com uma escrita notável, no entanto lê-se muito bem se procurarmos apenas uma história para descontrair, sem entrelinhas ou reflexões filosóficas. Neste caso com a agravante de ser literalmente mais do mesmo.

Creio que em relação a esta autora me fico por aqui.

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Segredo Mortal

 


Segredo Mortal

O primeiro thriller do autor Bruno M Franco e também a minha estreia com o autor.

A minha impressão é que começou bem e acabou mal. O início foi empolgante e apontava para uma boa história de mistério e investigação bem ao estilo de Hollywood que prendia a atenção, mas a certo momento descambou para algo bastante forçado e repetitivo. A acção é constante, muito rápida, algo está sempre a acontecer, na minha opinião até demais. Gostei das circunstâncias criadas para que um personagem com uma vida estável e pacata de repente se veja envolvido num enorme imbróglio e perseguido tanto por uma organização criminosa como pela polícia e a partir daí vai percebendo que nada na sua vida era o que parecia.

Não gostei dos inspectores, ele demasiado arrogante e machista, ela o seu cãozinho fiel, sem voto na matéria desejosa de lhe saltar para a espinha. Aliás em toda a narrativa nota-se um certo machismo, as mulheres reduzem-se às suas curvas e fraquezas, os homens são machos viris e espadaúdos. Fiquei arrepiada quando o inspector perante um cadáver todo mutilado faz uma observação às maminhas empinadas da defunta, haja bom senso. Lá de vez em quando aparece uma mulher mais dominatrix para quebrar esta impressão, mas parece forçado. Para mim o personagem melhor engendrado foi o assassino.

O tal “Segredo Mortal” acabou por ser desvalorizado no final da história e entramos num encobrimento por empatia ou simpatia pessoal, algo que também não me agradou e ilustra o mau funcionamento das instituições, uns são gregos, outros troianos. Eu despedia o inspector e aconselhava-o a abrir um bar de alterne lá para aquelas ruas cujas moradas são repetidas exaustivamente ao longo da história e para quem não as conhece torna-se uma seca.

A escrita é simples sem floreados o que facilita a leitura. O conteúdo poderia dar tema para vários livros, mas tudo no mesmo pareceu-me excessivo. Reconheço que um primeiro livro nunca é perfeito, como se lê bem e é nacional ainda vou passar pelo segundo.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

O perigo de estar no meu perfeito juízo

 


Uma obra da autora Rosa Montero que vai há profundidade do processo criativo da arte da escrita. Um género difícil de explicar pois neste livro encontra-mos algo de autobiográfico, de ensaio e também ficção.

Partindo da sua experiência pessoal como escritora e jornalista este livro procura responder à questão “Como funciona a mente de um escritor?” incluindo factos científicos, exemplos de si própria e outros escritores, salpicando a narrativa com algum humor negro. Fala-se da ténue linha que separa a lucidez da insanidade e onde tantas vezes os criativos tropeçam porque só o mundo real não lhes chega “A mente do escritor habita em vários mundos”, “quantos olham para o cão e veem um dragão?”

Um livro que para muitos, à primeira vista, pode parecer aborrecido mas que pela habilidade da escritora se torna uma leitura fácil e que prende a atenção, passando de si própria para relatos sobre outros escritores de renome e alguma ficção. Tal como na mente do escritor, ao ler este livro é difícil perceber onde acaba a ficção e começa a realidade.

Um livro que vale a pena, para quem escreve e para quem se interessa pelo tema.

 

A Última Carta – Carlos Miguel Ferreira

  Agora sim, estamos lá! Este livro foi para mim “O salto do gato” do Carlos como autor. Já tinha notado alguma evolução ao longo do livro a...